
Deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmente resolvia aparecer.
Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancado por ele, restando apenas sobras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passsar do tempo. Racionalmente, eu sabia que meus pulmões ainda estavam intactos, e no entanto eu arfava e minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som de minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as minhas costelas para não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.
Estephenie Meyer in Lua Nova.